O mercado brasileiro de uniformes corporativos passa por um processo de transformação impulsionado pela busca das empresas por produtos mais duráveis, tecnológicos e alinhados às práticas de sustentabilidade.
Historicamente tratado como um segmento de baixo valor agregado, o setor vem atraindo investimentos da indústria têxtil à medida que cresce a demanda por soluções personalizadas e com maior qualidade.
De olho nesse movimento, o Grupo Malwee anunciou a criação da Malwee Pro, nova unidade de negócios voltada ao desenvolvimento de vestuário corporativo, uniformes profissionais e moda promocional para empresas, escolas e organizações.
A iniciativa marca a entrada da companhia em um mercado que movimentou R$ 7,8 bilhões em 2023, segundo dados do IEMI – Inteligência de Mercado, e que acompanha a evolução das políticas de ESG, da valorização da experiência dos colaboradores e da necessidade de fortalecer a identidade das marcas.
Segundo Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee, a empresa pretende levar ao segmento corporativo a experiência construída ao longo de quase seis décadas na produção têxtil:
“O Grupo Malwee sempre foi reconhecido pela qualidade de suas malhas e pelo conforto de suas peças. Com a Malwee Pro, queremos colocar esse conhecimento a serviço das empresas, oferecendo soluções que combinem durabilidade, conforto e sustentabilidade.”
Diversificação amplia atuação da indústria
Mais do que lançar uma nova linha de produtos, a estratégia representa um movimento de diversificação dos negócios da companhia.
A Malwee Pro atuará em todas as etapas do projeto, desde o desenvolvimento da solução até a produção, personalização e logística de entrega. O portfólio inclui peças em malha e moletom para públicos infantil e adulto, com diferentes possibilidades de customização para ações promocionais, eventos e uso profissional.
Os produtos também poderão incorporar tecnologias como proteção UV, ação antimicrobiana, controle de odor, conforto térmico, repelência a líquidos, acabamento antiviral e tecidos desenvolvidos com matérias-primas de menor impacto ambiental.
Estrutura industrial favorece expansão
A nova operação utilizará a estrutura já existente, permitindo ampliar a atuação sem a necessidade de grandes investimentos industriais adicionais.
Com 58 anos de história, a companhia produz cerca de 38 milhões de peças por ano, atende mais de 18 mil clientes e possui capacidade logística para distribuir produtos em todos os municípios brasileiros.
Segundo a empresa, a utilização da capacidade instalada deve acelerar a expansão da nova unidade de negócios e permitir atendimento a contratos corporativos de grande porte.
ESG ganha espaço também na uniformização
Outro fator que impulsiona o segmento é a incorporação de critérios ambientais e sociais às cadeias de suprimentos das empresas.
Hoje, 86% do portfólio é produzido com matérias-primas ou processos considerados mais sustentáveis, enquanto toda a operação industrial utiliza energia elétrica proveniente de fontes renováveis.
Na avaliação da companhia, esse diferencial pode contribuir para empresas que buscam alinhar seus uniformes às próprias estratégias de sustentabilidade.
Mercado ainda apresenta espaço para consolidação
Embora movimentado por milhares de fornecedores regionais, o segmento de uniformização profissional ainda apresenta baixa concentração quando comparado a outros mercados da indústria da moda.
A aposta é utilizar sua escala industrial, capacidade de produção e experiência no desenvolvimento têxtil para ampliar participação nesse mercado, inicialmente com foco em grandes empresas dos setores de serviços, varejo, indústria e logística.
“Queremos contribuir para elevar o padrão do mercado de vestuário corporativo, oferecendo soluções que combinem inovação, qualidade e sustentabilidade para empresas de diferentes segmentos”, conclui.