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Integração de sistemas: o desafio de conectar toda a cadeia logística aérea

Foto: divulgação.

Por Gustavo Verza Picolli, sócio e diretor financeiro e de TI da Caxias Cargas Aéreas Ltda.

A eficiência da logística aérea depende, cada vez mais, de algo que ainda está longe de ser plenamente alcançado pela maioria das empresas: a integração entre sistemas.

Em um setor onde não deve haver espaço para gargalos em relação ao tempo e ao erro, a incapacidade de conectar, de forma fluida, companhias aéreas, operadores logísticos, órgãos reguladores e plataformas digitais se tornou um dos principais desafios operacionais (e estratégicos) da atualidade.

Apesar dos avanços tecnológicos, a integração entre sistemas ainda esbarra em obstáculos estruturais importantes.

Um dos principais entraves é a falta de padronização. Cada companhia aérea e cada operador logístico adota formatos próprios de integração, o que dificulta a comunicação entre plataformas.

Soma-se a isso o uso de sistemas legados, que muitas vezes não permitem integrações modernas via API, limitando a troca de informações em tempo real.

Na prática, isso significa que, embora existam ferramentas tecnológicas avançadas disponíveis, o ecossistema como um todo ainda opera de forma fragmentada.

As plataformas digitais, por sua vez, têm desempenhado um papel relevante ao centralizar grande parte das operações.

Hoje, já é possível consolidar informações, acompanhar cargas e otimizar fluxos logísticos em um único ambiente. No entanto, essa centralização ainda não é total, e não por falta de tecnologia.

Existem limitações práticas que vão além do digital, já que processos manuais ainda fazem parte da rotina, especialmente em etapas como fiscalizações e liberações regulatórias.

Além disso, a ausência de padronização entre sistemas continua sendo um fator crítico, dificultando a criação de uma cadeia verdadeiramente integrada.

O uso estratégico da tecnologia pode ser um fator decisivo de competitividade para as empresas brasileiras.

Entre os principais pontos de destaque estão a oferta de status realmente confiáveis, a criação de alertas proativos para antecipar problemas e a capacidade de integrar dados de diferentes fontes, como companhias aéreas, operadores de last mile e órgãos fiscais, como a SEFAZ.

Além disso, a tecnologia permite identificar falhas com mais rapidez, reduzindo retrabalho e aumentando a eficiência operacional.

O futuro da logística aérea passa, inevitavelmente, pela integração e no avanço da padronização, colaboração entre players e modernização de processos.

Enquanto esses desafios não forem superados de forma conjunta, a cadeia seguirá operando aquém do seu potencial máximo.

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