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Política e politicagem: 2024 promete

Foto: divulgação.
Foto: divulgação.

No meu primeiro artigo deste 2024, vim falar de coisa boa. Uma coisa que é inerente a todos nós mas ainda assim é pouco compreendido.

Algo que, ano após ano, vira pauta de discussão na mesa do almoço de domingo, nos corredores da nossa empresa e nos grupos de Whatsapp, mas ainda assim há quem negue sua importância.

E sim, 2024 será um ano eleitoral e, todas aquelas figuras caricatas do período, de ex-BBB até ex-presidiários passando por corruptos condenados, políticos de carreira, falsos moralistas ou artistas aposentados, aparecerão com força mais uma vez.

Mas o meu destaque hoje considerará uma outra perspectiva. Longe da esfera eleitoral, a minha intenção é trazer a perspectiva mais cotidiana, do nosso dia-a-dia, na qual eu e você exercitamos constantemente, mas muitas vezes nem sabemos.

Se Aristóteles considerava o ser humano como animal social, esse animal (o ser humano, no caso) evoluiu essa socialização, definindo o conceito de Política para poder facilitar a evolução da nossa espécie.

Política vem como algo relacionado a importância do bem-estar coletivo regido por normas e processos em uma determinada comunidade.

Como indivíduo, posso ser um diplomático e agir a favor do que interessa para o bem comum, respeitando tais normas e processos do local onde vivo, sem deixar de receber benefícios individuais por isso.

Por outro lado, se eu usar a manipulação como forma de influenciar a vontade do outro, gerando atitudes negativas e incoerentes com essa comunidade, evitando falar a verdade e criando confrontos entre os envolvidos, então estarei me beneficiando exclusivamente em detrimento do outro, contrariando completamente o significado da palavra.

Ou seja, não estarei sendo digno de uma boa política, mas sim, de uma politicagem canalha.
Logo, política difere-se da politicagem justamente por isso. Enquanto o primeiro pensa no todo, o segundo está diretamente ligado ao meu individualismo.

No mundo corporativo, essa habilidade diplomática é cada vez mais necessária, principalmente quando você sobe na hierarquia da organização. Seja pela defesa dos interesses organizacionais, assim como pela empatia e genuinidade em ouvir as pessoas. Quanto maior for o seu cargo, maior será a sua responsabilidade política.

A sua última publicação no Instagram foi buscando uma moeda de troca: a atenção das pessoas. Seja de forma intencional, cuidando com a edição da imagem e legenda, posando ao lado do carro do ano usando o óculos do Neymar, ou simplesmente publicando o prato do dia, da forma mais despretensiosa possível, o seu objetivo ainda foi o mesmo: chamar a atenção de alguém.

Não é muito diferente com a política. Muitas vezes, nossa diplomacia é parte do que somos, daquilo que nos faz sentir bem e que nos conecta com a essência.

Conversar com alguém mais de uma vez sobre um determinado conflito, realizar almoços ou jantares para nutrir o relacionamento, sendo honesto e sincero com alguém e assim por diante.

Assim como quando usamos tudo isso e mais um pouco como uma estratégia intencional para um determinado objetivo. Quando o alcance desse objetivo for positivo para todos, não há nada de errado em traçar uma forma de alcançá-lo a partir dos seus próprios relacionamentos.

Dentro de uma organização, você precisará de alianças para seguir com os seus objetivos justamente por entender que a interdependência entre as pessoas não é um fator que se resumirá à velocidade das coisas, mas sim, ao benefício mútuo entre os envolvidos.

Saber gerar esses benefícios vai muito além de ser bonzinho ou ingênuo; envolve a sua capacidade de diálogo e interesse pelas pessoas.

Sendo assim, de forma intencional ou não, vivemos no exercício da política todos os dias, tendo a boa impressão das pessoas, como a nossa moeda de troca.

Por isso, se atente ao seu modo político em 2024 e veja o quanto você consegue fortalecer os relacionamentos por meio de uma relação onde todos possam ganhar com você.

Evite a falsidade e a empatia nociva, dando aquele sorrisinho amarelo e indisposto para alguém que, na verdade, você gostaria de ver longe.

Ninguém é obrigado a gostar de ninguém assim como a sua prioridade não é melhor do que a prioridade do outro.

Cuide das suas relações entendendo como poder ajudá-las a crescer pois o retorno do seu modo político será também positivo.

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Rodrigo Oneda Pacheco

Líder de comunicação e cultura na Central Ailos

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