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E se o foco no resultado não entregar resultado?

Foto: divulgação.
Foto: divulgação.

Você já deve ter ouvido falar sobre a importância da geração de resultados em uma organização, certo? Assim como a necessidade de gerar receita e resultado para acionistas uma vez que a concorrência pode representar uma ameaça a todo instante?

Mas você sabia que o foco na geração de resultado pode resultar, também, em diferentes dores organizacionais com o tempo? Principalmente quando você não sabe como usar essa premissa para a produtividade de forma correta e coerente. 

Não é raro você encontrar lideranças que preferem focar na geração de resultado a qualquer custo sem se preocupar com o nível de engajamento e felicidade do seu profissional. E é justamente ai que mora o perigo.

Há, inclusive, um paradoxo nessa relação. No livro O Paradoxo da Performance, do autor Eduardo Briceño, ele aponta isso: ao focar apenas no lado produtivo, a performance do time ficará comprometida no longo prazo e o resultado será oposto ao esperado, muito em função do baixo cuidado promovido com essas pessoas. 

Entre os benefícios mais desejados quando atuamos numa cultura orientada à performance e à desempenho, podemos citar a geração de resultado no curto prazo, a busca por estabilidade com processos consolidados e estáveis, assim como a autonomia e a valorização do indivíduo. 

Em determinadas culturas organizacionais, esses benefícios podem ser somados a outros fatores e assim gerar um balanço fundamental para a organização.

Ou seja, o simples fato de você priorizar o desempenho e a performance para a geração de resultados organizacionais ainda não é o suficiente para a busca dos objetivos de forma sustentável. Há um fator de contribuição para esse balanço necessário e que precisa ser evidenciado: a aprendizagem. 

Quando essa aprendizagem não gerar esse equilíbrio para a busca de resultados, algumas ameaças poderão surgir e isso, gerar algumas sequelas culturais difíceis de reverter. Tendência para inflexibilidade ou resistência à mudança, assim como a incapacidade de inovar e a aversão ao risco, são apenas alguns exemplos dessas sequelas.

Organizações saudáveis desenvolvem espaços seguros para a aprendizagem, criando momentos de experimentação sem que haja a pressão pelo resultado a qualquer custo. 

E a partir desse balanço, a organização será capaz de ligar o desenvolvimento individual do profissional ao seu resultado de negócio. Assim, não se limitaremos a uma coisa nem outra.

Por isso, o equilíbrio é fundamental. E isso não é simples como uma receita pois cada organização poderá balancear a relação entre desempenho vs aprendizagem de acordo com o seu próprio momento estratégico. 

Se o foco organizacional for puramente orientado à resultado, a sustentabilidade da organização será comprometida e muitos irão nadar para morrer na praia. 

Por outro lado, se a ênfase for no desenvolvimento humano e sem o contexto de negócios, criaremos uma visão idealista, utópica e subjetiva de logo prazo, o que não ajudará na sustentabilidade financeira da organização.

Sendo assim, no exercício da busca por melhores resultados, sempre deixe aquele espaço para o desenvolvimento humano. Uma coisa não fica sem a outra. 

Explore as condições ideias para que os times alcancem a performance esperada ao mesmo tempo que eles percebam que suas necessidades individuais estão sendo atendidas, apoiando seu desenvolvimento e criando condições saudáveis para o fortalecimento da confiança. 

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Rodrigo Oneda Pacheco

Líder de comunicação e cultura na Central Ailos

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