Em um cenário cada vez mais orientado por dados, tecnologia e IA, as experiências presenciais seguem ganhando relevância nas estratégias de crescimento das empresas. Essa foi uma das principais percepções da LGL Case durante o Web Summit Rio 2026.
Considerado um dos principais encontros globais de tecnologia e negócios, o evento reuniu mais de 34 mil participantes, cerca de 1.500 startups e 600 investidores, além de promover discussões sobre inteligência artificial, marketing, criatividade e transformação digital.
Entre os diversos temas debatidos, um ponto chamou a atenção: a crescente integração entre experiências de marca e estratégias de negócios.
Em diferentes setores, as experiências ao vivo aparecem cada vez mais conectadas à geração de receita, aquisição de clientes, fortalecimento de relacionamento e construção de comunidades.
O movimento reforça uma mudança de percepção do mercado. Ativações, eventos proprietários, patrocínios e ações de live marketing deixam de ser vistos apenas como iniciativas de visibilidade para assumir um papel estratégico dentro dos objetivos das marcas.
“O que observamos no Web Summit foi uma aproximação cada vez maior entre experiência, tecnologia e resultado. As marcas estão buscando conexões mais relevantes com seus públicos, mas também formas mais efetivas de gerar negócios. O live marketing passa a ocupar um espaço importante nessa equação porque consegue unir relacionamento, engajamento e geração de valor em uma mesma estratégia”, afirma Gustavo Costa, CEO da LGL Case.
Outro tema recorrente nos debates foi a inteligência artificial. No entanto, um dos principais aprendizados do evento foi que a tecnologia, por si só, não garante inovação.
Diversos especialistas defenderam que a adoção de IA depende de processos estruturados, objetivos claros e um entendimento aprofundado das necessidades do negócio.
“A inteligência artificial potencializa resultados, mas não substitui estratégia. Antes de pensar em ferramentas, as empresas precisam compreender seus processos, organizar informações e definir com clareza quais problemas desejam resolver. A tecnologia é um acelerador, não um ponto de partida”.
As discussões sobre criatividade seguiram a mesma direção. Embora a IA amplie o acesso ao conhecimento e expanda repertórios, a capacidade de interpretar contextos, identificar oportunidades e transformar informação em insight continua sendo um diferencial humano.
Nesse cenário, ganha relevância uma habilidade frequentemente subestimada: a escuta.
“Repertório não é insight. O insight nasce da capacidade de fazer uma leitura crítica da realidade, compreender comportamentos e identificar necessidades que nem sempre são evidentes. Escutar pessoas, contextos e sinais é essencial para criar experiências relevantes e gerar valor para as marcas”.
Para a LGL Case, o principal aprendizado deixado pelo Web Summit Rio é que o futuro dos negócios será construído na combinação entre tecnologia, estratégia e conexão humana.
Nesse contexto, as experiências de marca ganham relevância não apenas como ferramentas de comunicação, mas como plataformas capazes de gerar relacionamento, valor e resultados concretos para os negócios.