Relatório do Project NANDA, iniciativa vinculada ao Laboratório do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, aponta que 95% das iniciativas corporativas de inteligência artificial generativa não produzem impacto mensurável nos resultados financeiros.
Exato, apenas 5% avançam para aplicações com efeito concreto no negócio. O levantamento analisou mais de 300 iniciativas divulgadas publicamente e ouviu representantes de 52 organizações. A principal barreira identificada não foi a capacidade dos modelos, mas a dificuldade de integrar a IA aos processos, dados e sistemas das empresas.
Projetos iniciados sem um problema definido podem funcionar nos testes e falhar na operação. Dados desorganizados, processos pouco estruturados e ausência de governança reduzem a confiabilidade, dificultam a automação e ampliam riscos de segurança.
“Antes de criar um agente, a empresa precisa saber qual problema deseja resolver e onde a inteligência artificial pode gerar valor. Sem processos definidos e dados confiáveis, existe o risco de apenas automatizar o caos”, afirma Oldack Sérgio Rabelo Coutinho, diretor de Arquitetura Empresarial da SEIDOR Brasil.
Da IA que responde para a IA que executa
A evolução mais recente está nos agentes de inteligência artificial. Além de responder perguntas, eles podem monitorar processos, identificar inconsistências e executar tarefas dentro dos sistemas corporativos.
Em um fechamento contábil, por exemplo, um agente pode verificar lançamentos, localizar divergências e solucionar ocorrências previstas nas regras da empresa. Casos que exigem interpretação ou autorização são encaminhados ao profissional responsável com o contexto necessário à decisão.
Os ganhos incluem redução de tarefas repetitivas, maior velocidade, identificação antecipada de falhas e melhor uso do tempo das equipes. Para isso, a IA precisa operar sobre informações integradas, processos estruturados e limites estabelecidos. No SAP Business One, dados de finanças, vendas, compras, estoque e produção estão reunidos no ERP. A Áxe Tecnologia implanta, integra e desenvolve essa estrutura para tornar a operação mais consistente e preparada para incorporar novas tecnologias.
“A IA gera resultado quando encontra uma operação organizada e informações confiáveis. O ERP cria essa base ao conectar dados e processos. A partir dela, a empresa pode avançar na automação com mais segurança, controle e capacidade de mensurar os ganhos”, destaca Alexandre Borges, sócio da Áxe Tecnologia.
Palestra apresenta a IA no coração da operação
Coutinho levará essa análise à palestra “Quando a IA entra no coração da operação”, no dia 23 de setembro, na Expoinovação. Com mais de 20 anos de experiência em estratégia e tecnologia, ele apresentará aplicações de agentes de IA e do conceito de empresa autônoma.
O conteúdo é direcionado a empresários, executivos, gestores e lideranças de tecnologia, finanças, operações e cadeia de suprimentos. A proposta é indicar como reconhecer aplicações com potencial de retorno, organizar as bases necessárias e integrar a IA aos sistemas do negócio.
A palestra integra a participação da Áxe Tecnologia e SEIDOR Brasil, que estarão novamente com estande na Expoinovação. A parceria reúne a experiência global da SEIDOR e a atuação próxima da Áxe, com conhecimento aprofundado das operações e dos desafios de cada cliente.
Serviço
Palestra “Quando a IA entra no coração da operação”
Palestrante: Oldack Sérgio Rabelo Coutinho
Data: 23 de setembro de 2026
Horário: das 17h50 às 18h20
Local: Palco 1 da Expoinovação, em Joinville