Quando você está no topo, a vista é incrível. Dá pra ver tudo lá de cima, e a sensação é de pura conquista e leveza. Mas é fácil esquecer que, apenas alguns minutos atrás, você estava lá embaixo.
E quando você está na base? Lá embaixo é escuro, apertado, desconfortável e, às vezes, parece que começa a encher de água. É exatamente esse o momento que testa de verdade quem escolheu estar nesse jogo. O problema real nunca é estar embaixo, e sim achar que a roda parou de girar.
É só dar um zoom out no gráfico de qualquer empresa ou pessoa que cresceu de verdade em um ano: a curva é linda, ascendente e consistente. A jornada sempre parece perfeita quando vista de longe.
Agora, dá um zoom in em qualquer semana desse mesmo ano.
O que você vai encontrar? Quedas, estagnações, semanas ruins, meses abaixo do esperado e momentos difíceis que testam a fé em tudo o que foi construído. O crescimento real não é uma linha reta; ele é feito de altos e baixos dentro de uma trajetória maior.
Dois erros que custam caro
A dinâmica da roda gigante nos expõe a dois perigos constantes:
- Quando estamos no topo, esquecemos o perrengue. Isso gera arrogância e desconexão com a realidade da operação.
- Quando estamos na base, esquecemos que a roda continua girando. Isso gera desespero e desistência.
Isso não significa que algo está errado com a sua empresa ou com a sua carreira. Esse é apenas o funcionamento normal da roda.
Como navegar no processo
O segredo está no equilíbrio: olhe para o todo para entender a direção, mas olhe para o detalhe para não perder o que está sendo construído agora.
Precisamos aprender a comemorar pelo caminho, no topo ou na base, a cada volta completa da roda, mesmo quando a água ainda estiver subindo.
No fim das contas,mar calmo não faz bom marinheiro. E o mundo nunca vai dever nada a quem escolhe viver no normal.
Pra pensar e agir!