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Foto: divulgação

Copel se junta à Beta-i na busca de startups para inovação aberta

Beatriz Bevilaqua

Beatriz Bevilaqua

Jornalista do ecossistema de startups

A Copel, uma das maiores empresas do setor elétrico no Brasil, fechou parceria com a Beta-i para lançar o programa de inovação aberta Copel Volt.

Voltado a startups não exclusivas do setor elétrico, o programa contará com investimentos de R$ 1,5 milhão para financiar provas de conceito e gerar soluções voltadas ao mercado de energia, que podem resultar em novos negócios tanto para a Companhia como para as startups contempladas.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 04 de outubro pelo site clicando aqui. A iniciativa vem para alavancar novos produtos e serviços na área de energia e fortalecer o posicionamento da empresa junto ao ecossistema da inovação.

“Dessa vez, vamos para o mundo, buscar as melhores e mais arrojadas soluções para os nossos desafios junto a startups nacionais e internacionais”, afirma o diretor presidente da Copel, Daniel Slaviero.

A Beta-i, consultoria de inovação escolhida pela Copel, é bastante experiente em apoiar grandes companhias em projetos como esse, sobretudo empresas do setor de energia.

Ao todo, já foram mais de 15 companhias desse segmento auxiliadas pela Beta-i, entre elas gigantes internacionais de doze países: AusNet Services (Austrália), CLP (Hong Kong), DEWA (Dubai), EDP Brasil, EDP España, EDP Portugal, EDP Renewables (EUA), ESB (Irlanda), E.ON (Alemanha), Galp (Portugal e Brasil), Origin Energy (Austrália), SP Group (Singapura), Tokyo Electric Power Company (Japão), TurningTables (Espanha), VERBUND (Áustria). Outras grandes empresas globais de áreas diversas que também já passaram pela Beta-i foram AWS, Google, Microsoft, Ambev, Sebrae, Loreal, Roche, Suzano, O Boticário e outras.

O objetivo do Copel Volt é atrair startups com soluções já em operação no mercado nacional e internacional e financiar até 5 provas de conceito, a partir da seleção dos melhores projetos.

Para Renata Ramalhosa, CEO da Beta-i, o projeto com a Copel só reforça o conhecimento e a experiência em inovação que a Beta-i vem desenvolvendo ao longo dos anos no setor energético:

“A nossa experiência global vai permitir à Copel ter visibilidade no ecossistema de startups e empreendedores de todo o mundo assim como acesso a nossa expertise nesta indústria e melhores práticas globais em inovação aberta”, afirmou.

DESAFIOS

Como geralmente acontece nos programas de inovação aberta, as empresas lançam os desafios enfrentados em suas áreas de negócios e no setor em que atuam para atrair projetos capazes de solucionar suas demandas de forma inovadora. 

Os desafios do programa Copel Volt seguem as seguintes temáticas:

  • Relacionamento com o cliente, focado em soluções digitais.
  • Energia e além da energia, voltado à diversificação de fontes de receita.
  • Novos modelos de negócios.
  • Processos internos inovadores.
  • Energia limpa e novas matrizes energéticas.
  • Eletromobilidade.
  • Gestão de ativos e instalações.
  • Armazenamento de energia.

FASES

Haverá uma análise e seleção preliminar, e as startups escolhidas irão para a etapa do pitch-day, quando poderão demonstrar à Copel as soluções propostas. O anúncio dessa seletiva acontece em 27 de outubro. 

O pitch-day será em 4 de novembro, e a partir dele, uma nova seleção afunilará as startups que irão para a próxima etapa, o bootcamp (de 10 a 12 de novembro), quando haverá mentoria e afinamento dos pilotos junto ao time da Copel. Espera-se 15 selecionadas nesta etapa, das quais 5 irão para a fase final do programa, de elaboração das provas de conceito – PoCs, entre 22 de novembro e 25 de março de 2022.

A expectativa, aqui, é provar soluções já validadas no mercado que possam atender aos desafios do Copel Volt e gerar negócios. 

Finalmente, haverá o demo-day, em 30 de março do ano que vem, quando as finalistas poderão apresentar publicamente o que desenvolveram e os resultados alcançados.

O programa poderá se desenrolar 100% online. Após os resultados, a Copel e as startups avaliarão a possibilidade de estabelecer novos negócios em conjunto e o alcance de novos mercados.

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