Empreender é, para muitos, um desejo, mas frequentemente esbarra na falta de recursos para tirar o negócio do papel.
O que pouca gente sabe é que existe dinheiro disponível para isso, inclusive recursos públicos e não reembolsáveis, acessíveis tanto para pessoa física (CPF) quanto jurídica (CNPJ). E é justamente aqui que entra um conceito essencial: o letramento em captação de recursos.
Letramento, nesse contexto, significa desenvolver o conhecimento e a capacidade de entender como funcionam essas oportunidades, onde encontrá-las e, principalmente, como se preparar para acessá-las.
Quando falamos de letramento em captação, estamos falando de estratégia. Existe uma lógica por trás dos editais de captação: é preciso estruturar um projeto, organizar a ideia de projeto, apresentar objetivos, etapas e resultados esperados.
Uma vez aprovado, o recurso é liberado para o desenvolvimento do negócio e a contrapartida não é devolver o dinheiro, mas sim executar o projeto conforme proposto e comprovar isso por meio de notas fiscais na prestação de contas. Ou seja, é uma oportunidade real de transformar uma ideia em algo concreto com apoio financeiro.
Mas lembre-se: dinheiro público deve ser usado com responsabilidade!
Esse tipo de recurso tem um papel importante na economia: democratizar o acesso ao empreendedorismo. Muitas pessoas têm boas ideias, mas não têm capital inicial.
Ao entender como funciona esse processo, ou seja, ao desenvolver esse letramento, o empreendedor passa a enxergar caminhos que antes pareciam distantes. Não se trata apenas de dinheiro, mas de acesso, conhecimento e oportunidade.
Um exemplo prático desse contexto que falo nesta semana aqui na coluna é o Programa Centelha, que está em sua terceira edição com inscrições abertas em Santa Catarina até o dia 4 de maio.
A iniciativa oferece até R$ 146 mil em recursos não reembolsáveis por projeto para quem deseja desenvolver uma ideia de negócio inovadora e dar os primeiros passos como empreendedor e criar seu negócio.
É uma chance concreta de começar com apoio estruturado, reduzindo riscos e ampliando as possibilidades de crescimento.
Além do valor monetário, que é muito necessário, o programa conta com capacitações especializadas, suporte técnico qualificado, networking e conexões com o ecossistema de inovação, além de gerar visibilidade e divulgação.
Ao final da jornada, os participantes recebem o selo “Programa Centelha”, que reconhece a qualidade e o potencial da iniciativa, além de garantir acesso prioritário a oportunidades futuras no ambiente de inovação.
O programa acontece por todo o Brasil, em 2025, aconteceu em 16 estados, recebendo 9.754 ideias de projetos, envolvendo 25.716 empreendedores cadastrados nas ideias e mais de 700 municípios envolvidos.
Em Santa Catarina, o programa está sendo executado pela FAPESC, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que tem por objetivo incentivar a criação de novas empresas e disseminar a cultura do empreendedorismo inovador.
O programa integra uma série de iniciativas voltadas ao incentivo de novos negócios no estado. Na prática, trata-se de uma oportunidade estruturada para quem deseja desenvolver uma ideia com apoio financeiro, seguindo critérios e etapas bem definidos.
Para quem está começando, esse tipo de recurso pode representar o primeiro passo para transformar uma ideia em negócio, com mais segurança e direcionamento.
Além do aporte financeiro, o processo também estimula organização, planejamento e clareza na proposta, elementos fundamentais para a construção de um empreendimento mais consistente.
Que tal parar de adiar aquela ideia e começar a orquestrar o seu próprio projeto? Oportunidades existem, agora é o momento de dar o primeiro passo e transformar intenção em ação.