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Quer captar recursos em 2027? Então a conversa precisa começar agora

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Segundo semestre do ano costuma ser um período em que muitas empresas começam a discutir orçamento, metas e prioridades para o próximo ano. Mas para quem pretende captar recursos para inovar, crescer ou desenvolver novos projetos, a pergunta deveria ser outra:

O que sua empresa está fazendo hoje para viabilizar os projetos de 2027?

Pode parecer cedo demais, mas a realidade mostra justamente o contrário. Empresas que conseguem acessar recursos com mais facilidade geralmente não começam a busca quando o edital é lançado, quando surge uma linha de crédito ou quando aparece um investidor interessado.

Elas chegam preparadas porque já sabem onde querem chegar, quais projetos pretendem executar e quais investimentos serão necessários para transformar seus objetivos em resultados. É nesse ponto que planejamento estratégico e captação de recursos se encontram.

O erro de correr atrás da oportunidade

É comum observar empresas que iniciam a procura por recursos apenas quando encontram uma oportunidade interessante. Surge um edital. Aparece uma linha de crédito. Um programa de inovação é lançado.

Então começa a corrida para descobrir qual projeto apresentar, quais documentos reunir e como justificar o investimento.

Na prática, esse movimento costuma gerar duas situações:

  • a empresa encontra uma boa oportunidade, mas não possui um projeto estruturado para aproveitar o recurso.
  • a empresa tenta adaptar suas necessidades para se encaixar em uma oportunidade que não faz sentido para sua estratégia.

Nenhum dos dois caminhos costuma produzir bons resultados. Captar recursos não deveria ser um exercício de adaptação às oportunidades do mercado. Deveria ser uma consequência natural de uma estratégia bem definida.

Planejar não é prever o futuro

Durante muito tempo, o planejamento estratégico esteve associado à ideia de prever cenários e construir planos para os próximos anos.

Mas o ambiente de negócios mudou. Novas tecnologias surgem em velocidade crescente, regulamentações são atualizadas, mercados se transformam e modelos de negócio se reinventam constantemente.

Em artigo publicado na Harvard Business Review, Michael Mankins e Mark Gottfredson defendem que as empresas precisam abandonar a lógica dos planejamentos excessivamente rígidos e adotar estratégias mais dinâmicas, capazes de se ajustar às mudanças do ambiente.

Isso é especialmente importante para quem trabalha com projetos e captação de recursos. Um projeto aprovado hoje pode levar meses ou até anos para ser executado. Por isso, quanto antes a organização conseguir compreender tendências, riscos e oportunidades, maiores são as chances de tomar boas decisões.

Novembro é o momento de olhar para 2027

Se uma empresa pretende lançar novos produtos, modernizar processos, investir em transformação digital, desenvolver soluções sustentáveis ou ampliar sua capacidade produtiva em 2027, a discussão não deveria começar daqui a um ano.

Ela deveria acontecer agora. Este é o momento de responder perguntas fundamentais:

  • Quais objetivos estratégicos queremos alcançar nos próximos anos?
  • Quais investimentos serão necessários?
  • Quais competências precisaremos desenvolver?
  • Quais riscos podem comprometer nossos resultados?
  • Onde será necessário buscar recursos externos?

Quanto mais claras forem essas respostas, maior será a capacidade da empresa de identificar oportunidades alinhadas à sua estratégia.

Como a inteligência artificial pode ajudar

A inteligência artificial trouxe uma nova possibilidade para o planejamento estratégico: analisar grandes volumes de informação em menos tempo.

Ferramentas como ChatGPT, Perplexity e Copilot podem auxiliar na pesquisa de tendências, na análise de mercado, na identificação de oportunidades tecnológicas e até mesmo na construção de cenários.

Já plataformas como Power BI ajudam a acompanhar indicadores e transformar dados em informações para tomada de decisão.

Na prática, a IA pode apoiar empresas a:

  • identificar tendências que impactarão seu setor
  • mapear desafios que podem se transformar em oportunidades de inovação
  • analisar movimentos da concorrência
  • estruturar cenários futuros
  • identificar temas aderentes a editais, programas de fomento e linhas de financiamento

Mas existe um ponto importante. A inteligência artificial não substitui o conhecimento do negócio nem a visão estratégica da liderança. Ela amplia a capacidade de análise, mas continua sendo necessário fazer perguntas relevantes, validar informações e tomar decisões alinhadas aos objetivos da empresa.

Da estratégia para a captação de recursos

Depois de definir prioridades, fica mais fácil identificar quais recursos serão necessários para executá-las. Nesse momento, ferramentas como SWOT, PESTEL e análise de cenários podem ajudar a compreender o contexto interno e externo da organização.

Com essa base, a empresa consegue avaliar com mais clareza se precisa buscar:

  • recursos para pesquisa e desenvolvimento
  • financiamento para ampliação da capacidade produtiva
  • investimentos em transformação digital
  • projetos de sustentabilidade
  • modernização tecnológica
  • expansão de mercado

A lógica se inverte. Em vez de procurar uma oportunidade e depois pensar no projeto, a empresa define seus projetos estratégicos e busca os instrumentos de apoio mais adequados para viabilizá-los.

Captação de recursos começa antes da captação

Talvez a principal mensagem seja: os recursos que sua empresa pretende buscar em 2027 começam a ser construídos agora.

Começam quando a organização define prioridades, acompanha tendências, analisa riscos, estrutura projetos e estabelece metas consistentes.

Empresas que tratam planejamento estratégico como uma atividade contínua conseguem identificar oportunidades com antecedência, preparar projetos mais robustos e tomar decisões com mais segurança.

A inteligência artificial pode acelerar esse processo e ampliar a capacidade de análise. Mas a tecnologia, por si só, não cria estratégia.

No final, continua valendo a mesma lógica: empresas bem-preparadas não captam recursos porque surgiu uma oportunidade. Elas captam recursos porque sabem exatamente onde querem chegar. 

Novembro é tradicionalmente um período de planejamento. Mas as organizações que conseguem transformar oportunidades em resultados costumam olhar além do próximo ano.

Diante da expectativa de novas oportunidades de apoio à inovação nos próximos anos, como o Tecnova, fica a reflexão: sua empresa está esperando a próxima captação ou já está construindo o próximo projeto?

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contadora e consultora de negócios, atua com articulação e relacionamento com o mercado conectando ecossistemas, empresas e startups e através de captação de recursos via editais de inovação.

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