A Copa do Mundo de 2026, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, representa uma janela de faturamento altamente relevante para o comércio e os serviços em Santa Catarina.
Um novo Relatório de Inteligência, elaborado pelo Observatório de Negócios do Sebrae/SC, estima que a competição deve injetar de R$ 115 milhões a R$ 123 milhões na economia do estado em um cenário moderado.
Caso a seleção brasileira avance e haja alta adesão do público, essa movimentação econômica pode ultrapassar a marca dos R$ 130 milhões.
Segundo o levantamento, o torneio altera temporariamente os padrões de consumo dos catarinenses, impulsionando fortemente os segmentos ligados ao entretenimento, alimentação e convivência social.
Os setores com maior potencial de aproveitamento são os de alimentação fora do lar (como bares e restaurantes), supermercados, açougues, moda e acessórios temáticos, além de turismo, eventos e serviços criativos e digitais.
O calendário de jogos do Brasil na primeira fase, marcados para os dias 13, 19 e 24 de junho, será o principal motor desses picos concentrados de consumo.
No entanto, o documento do Sebrae/SC ressalta que o impacto econômico positivo não é garantido para todos e exige preparação antecipada. O estudo traz um alerta direto aos donos de pequenos negócios: vender mais não significa, obrigatoriamente, lucrar mais.
“É um período de ativação econômica concentrada, mas que traz pressões operacionais. Um erro comum é o empreendedor confundir aumento de movimento com aumento de lucro. Uma promoção mal calculada, a contratação insuficiente de equipe ou um estoque exagerado de produtos que sobrarão após o torneio podem transformar essa oportunidade em prejuízo. O sucesso depende de equilibrar a empolgação comercial com um controle cuidadoso da gestão, da precificação e do fluxo de caixa”, destaca o gerente de Gestão Estratégica do Sebrae/SC, Roberto Füllgraf.
O levantamento também mapeia o potencial territorializado no estado, mostrando que cada região pode adaptar suas ofertas à sua vocação econômica, desde o turismo litorâneo e de inverno, combinando os jogos com hospedagem, gastronomia e experiências, até o comércio de proximidade e as agroindústrias locais, com ações para os trabalhadores e entregas de kits para assistirem ao mundial.
Outro ponto de atenção reforçado pelo estudo é o cuidado para evitar o uso indevido de logotipos, mascotes e marcas oficiais protegidas pela FIFA em campanhas promocionais.