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As pessoas que sua empresa não pode perder

Foto: Engin Akyurt/Pexels

Por Guilherme Neves, sócio e headhunter na Evermonte Executive & Board Search.

A retenção de talentos costuma ocupar espaço relevante na agenda das empresas. Discussões sobre remuneração, benefícios, desenvolvimento e cultura aparecem com frequência entre as prioridades de executivos e áreas de gestão de pessoas.

Antes de qualquer uma dessas conversas, porém, existe uma questão mais estratégica: a organização sabe exatamente quais são os profissionais que ela não pode se dar ao luxo de perder?

A resposta nem sempre é evidente. Em muitas empresas, há clareza sobre quem ocupa os cargos mais altos ou as posições de maior visibilidade.

Isso não significa, necessariamente, que exista o mesmo entendimento sobre quais profissionais sustentam partes críticas da operação, concentram conhecimentos difíceis de substituir ou exercem influência decisiva sobre a execução do negócio.

Quando um profissional-chave deixa a organização, os impactos raramente se limitam à abertura de uma vaga. A saída pode comprometer o ritmo de execução, aumentar a pressão sobre equipes e expor dependências que nem sempre estavam mapeadas.

Onde está a dependência da empresa

Um dos desafios mais comuns é que a criticidade de determinadas pessoas nem sempre aparece de forma clara no organograma.

Algumas lideranças acumulam conhecimento técnico, histórico de decisões ou relacionamentos essenciais para o funcionamento da organização. Outras atuam como pontos de conexão entre equipes e garantem estabilidade em momentos de mudança.

Por essa razão, identificar talentos críticos não deve ser uma responsabilidade exclusiva do RH. A compreensão sobre onde estão as principais dependências da empresa precisa fazer parte das discussões da liderança.

Organizações que conhecem seus pontos de vulnerabilidade conseguem planejar sucessões, desenvolver substitutos e reduzir riscos associados à saída de profissionais estratégicos.

Retenção exige diferenciação

Uma vez identificadas essas posições, a conversa sobre retenção ganha outra dimensão. O foco deixa de estar apenas em benefícios ou reajustes salariais e passa a considerar fatores como autonomia, perspectivas de crescimento, participação em decisões relevantes e reconhecimento.

A remuneração continua sendo uma ferramenta importante para atrair e manter talentos, mas dificilmente atua sozinha. Profissionais permanecem quando encontram uma combinação coerente entre reconhecimento, perspectivas de crescimento, desafios relevantes e recompensas compatíveis com sua contribuição para o negócio. É essa combinação que costuma sustentar estratégias de retenção mais consistentes no longo prazo.

O desafio, portanto, não está apenas em criar políticas de retenção, mas em compreender quais profissionais exercem influência decisiva sobre a continuidade do negócio. 

Tratar de forma genérica pessoas que geram impactos muito diferentes para a empresa costuma ser um erro – e, quase sempre, ele só se torna evidente quando alguém sai.

Se uma dessas pessoas deixasse a organização amanhã, a operação seguiria sem grandes rupturas? Haveria alguém preparado para assumir suas responsabilidades? São perguntas que dizem muito sobre o nível de preparação de uma empresa para o futuro.

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Referência em recrutamento executivo, a Evermonte tem como propósito impulsionar a governança corporativa por meio da identificação de lideranças estratégicas para posições de gerência sênior, diretoria executiva, C-Level e conselhos. Com escritórios em Porto Alegre, São Paulo, Campinas, Curitiba e Joinville, a empresa conta com uma equipe de headhunters especializados, com ampla vivência nas áreas em que atuam. A companhia adota uma metodologia própria que combina inteligência artificial, people analytics e avaliação cognitiva, contribuindo para decisões mais assertivas e para a condução de projetos de alta complexidade em todo o Brasil e na América Latina, com foco em gerar resultados de alto impacto.

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