A reeleição da diretoria da ACATE para o mandato 2026-2028 pode sugerir continuidade. E, de fato, ela representa a continuidade de um trabalho construído coletivamente ao longo dos últimos anos. Mas também marca o início de uma nova etapa para a entidade e para o ecossistema catarinense de tecnologia. Isso porque os desafios de hoje são diferentes daqueles que encontramos quando assumimos a gestão, em 2024.
Nos últimos dois anos, avançamos no fortalecimento institucional da ACATE, ampliamos a presença da entidade nas diferentes regiões do estado, fortalecemos programas voltados ao empreendedorismo, impulsionamos conexões internacionais e consolidamos iniciativas que apoiam empresas em diferentes estágios de crescimento. Esse período reforçou uma percepção importante: a tecnologia é um dos principais motores do desenvolvimento econômico de Santa Catarina.
O setor cresce acima da média da economia, gera empregos qualificados, movimenta ecossistemas regionais e contribui para aumentar a competitividade de empresas dos mais diversos segmentos. Atualmente, a discussão já não é mais sobre o potencial da tecnologia catarinense. É sobre como ampliar seu impacto.
A maturidade alcançada pelo ecossistema catarinense traz consigo novas responsabilidades. Se nos últimos anos o desafio foi fortalecer a base, ampliar conexões e consolidar programas de apoio ao empreendedorismo e à inovação, o próximo ciclo exigirá um olhar ainda mais atento para temas como competitividade global, inteligência artificial, formação de talentos e acesso a novos mercados.
Vivemos um momento em que a transformação tecnológica acontece em velocidade sem precedentes. Empresas, governos e sociedades estão sendo impactados por mudanças profundas que redefinem modelos de negócio, profissões e cadeias produtivas inteiras. Atualmente, a IA já desafia modelos de negócios que até então entendemos como vencedores. Nesse cenário, Santa Catarina tem a oportunidade de assumir um papel ainda mais relevante. Mas isso exigirá capacidade de adaptação, visão estratégica e, sobretudo, colaboração.
A continuidade da atual diretoria reflete o entendimento de que projetos de transformação demandam consistência e visão de longo prazo. Ao lado dos vice-presidentes Betina Zanetti Ramos, Annalisa Blando Dal Zotto, Moacir Marafon, Walmoli Gerber, Henrique Bilbáo, Cesar Griebeler e Tulio Christofoletti, seguiremos trabalhando para aprofundar agendas que se tornaram estratégicas para o futuro do setor. Entre elas, a internacionalização das empresas catarinenses, a ampliação da formação de talentos, o fortalecimento dos ecossistemas regionais, a aproximação com mercados globais e o apoio à inovação como instrumento de desenvolvimento econômico.
O futuro da tecnologia catarinense será definido pela capacidade de transformar conhecimento em inovação, inovação em competitividade e competitividade em desenvolvimento para toda a sociedade.
A reeleição da diretoria representa a continuidade de uma trajetória e o compromisso de preparar o ecossistema para os desafios que ainda estão por vir. Porque construir o próximo ciclo exige mais do que preservar conquistas. Exige criar as condições para que Santa Catarina continue ampliando sua relevância em um mundo cada vez mais tecnológico, conectado e global.