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Eleições: construir hoje a economia de inovação do futuro

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Foto: divulgação

A ACATE contribui mais uma vez com o debate público no período pré-eleitoral, de forma apartidária, dirigindo-se publicamente aos candidatos ao governo de Santa Catarina com propostas para o desenvolvimento do setor de tecnologia e inovação. Há 40 anos a associação se propõe a esse papel de articulação entre poder público e iniciativa privada, com avanços importantes nos últimos anos. A tecnologia registra faturamento de R$ 42,5 bilhões no estado, o equivalente a 7,75% do PIB catarinense, segundo dados do Observatório ACATE 2025.

Ao todo, são dez propostas concretas para fortalecer o ecossistema de tecnologia no estado, que podem ser acessadas na íntegra por meio desta notícia publicada pelo Economia SC. Entre elas estão a expansão do Pronampe Inovação, o fortalecimento da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação com recursos contínuos, a ampliação de compras públicas inovadoras e o apoio estruturado à internacionalização de empresas catarinenses.

Todas com um objetivo: fazer de Santa Catarina um polo global de inovação, impulsionando a economia, desenvolvimento social e qualidade de vida para os que vivem, empreendem e fazem o estado crescer.

Mas esse movimento não começa com a divulgação dessa agenda de propostas nem na próxima gestão do governo estadual. É um trabalho que ocorre continuamente, independente da sigla do momento. O Pronampe Inovação, por exemplo, é uma linha de crédito operada pelo Badesc voltada exclusivamente para empresas de tecnologia e inovação.

Outro exemplo está na formação de talentos. O programa SCTEC, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação e executado pelo Senai/SC, oferece cursos online e gratuitos voltados à capacitação em inteligência artificial e tecnologia. A iniciativa atende desde quem busca a primeira oportunidade no setor até desenvolvedores que querem se aprofundar em IA aplicada. É formação em escala, acessível às pessoas residentes em SC maiores de 14 anos. 

Vale citar também a Rede Catarinense de Centros de Inovação – que produz pesquisas, desenvolve empresas e promove debates sobre o ecossistema regional -, e o Programa Polo Inova SC, que possibilitou a alocação de agentes de inovação nos polos regionais da ACATE, ampliando o alcance das ações por todo o estado. 

Esses programas têm algo em comum: partiram de políticas públicas reivindicadas pelo setor privado, e que devem ser ampliados ao longo do tempo. São iniciativas com resultados mensuráveis e impacto direto no ecossistema. O setor de tecnologia emprega 134 mil pessoas e reúne mais de 29 mil empresas. Estudos da ACATE indicam potencial de alcançar R$ 238,9 bilhões em faturamento até 2066, com mais de 300 mil empregos diretos, futuro que depende de escolhas feitas agora.

A tecnologia é o mercado que deu origem às empresas mais valiosas do mundo, a maioria delas nos Estados Unidos e na China. É hora de o Brasil e Santa Catarina decidirem onde estarão nessa parte da história da economia mundial. A partir da diversidade e da criatividade brasileira, junto da cultura de cooperação catarinense, podemos almejar lugares de protagonismo global. Coisa que só se faz com políticas públicas contínuas e consistentes.

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Presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE).

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