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Por que alguns CFOs brilhantes tomam decisões ruins?

Foto: Khwanchai Phanthong/Pexels

Por Artur de Castro Frischenbruder, managing partner na Evermonte Executive & Board Search.

Durante muito tempo, a experiência acumulada foi considerada o principal indicador de sucesso para posições executivas. Embora continue sendo relevante, ela nem sempre é suficiente para lidar com situações em que as respostas do passado deixam de oferecer segurança para as decisões do presente. É justamente nesse ponto que surge um conceito cada vez mais valorizado nas discussões sobre liderança: o learning agility.

No caso dos CFOs, por exemplo, não é raro encontrar líderes altamente qualificados que enfrentam dificuldades quando o ambiente muda. Novas tecnologias, transformações no modelo de negócio, mudanças regulatórias ou oscilações econômicas podem expor uma limitação que pouco aparece no currículo: a capacidade de aprender e se adaptar diante de situações inéditas.

Quando experiência deixa de ser vantagem

Existe uma percepção comum de que profissionais mais experientes naturalmente tomam melhores decisões. O problema surge quando a experiência passa a funcionar como um filtro rígido para interpretar desafios novos. Executivos que construíram carreiras bem-sucedidas costumam recorrer aos modelos mentais que funcionaram ao longo dos anos. O risco é que esses referenciais sejam aplicados a situações completamente diferentes daquelas que ajudaram a construir sua reputação.

Nem sempre existe um precedente claro, uma resposta pronta ou uma fórmula validada para orientar a tomada de decisão. Nesses momentos, a capacidade de questionar premissas, testar novas abordagens e aprender rapidamente se torna tão importante quanto o conhecimento técnico acumulado.

O learning agility está relacionado justamente a essa habilidade. Trata-se da disposição para aprender com experiências, reinterpretar situações e ajustar comportamentos diante de novos desafios. É a capacidade de continuar aprendendo quando as condições mudam.

O que isso muda na hora de contratar

Durante anos, processos de seleção para posições executivas concentraram grande parte da atenção em fatores mais concretos: formação acadêmica, histórico profissional, conhecimento técnico e passagem por determinadas empresas ou setores. Esses elementos continuam relevantes, mas já não explicam sozinhos a capacidade de um líder gerar resultados no futuro. Por isso, cresce a atenção de conselhos, CEOs e recrutadores para a adaptabilidade dos executivos.

A forma como o profissional reagiu a mudanças ao longo da carreira, lidou com situações desconhecidas ou revisou convicções diante de novas informações passa a oferecer sinais importantes sobre seu potencial de liderança. A experiência continua sendo um ativo valioso. Mas, diante de mudanças cada vez mais rápidas nos negócios, o diferencial pode não estar em quem já viu de tudo. Pode estar em quem continua disposto a aprender quando encontra algo que nunca viu antes.

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Referência em recrutamento executivo, a Evermonte tem como propósito impulsionar a governança corporativa por meio da identificação de lideranças estratégicas para posições de gerência sênior, diretoria executiva, C-Level e conselhos. Com escritórios em Porto Alegre, São Paulo, Campinas, Curitiba e Joinville, a empresa conta com uma equipe de headhunters especializados, com ampla vivência nas áreas em que atuam. A companhia adota uma metodologia própria que combina inteligência artificial, people analytics e avaliação cognitiva, contribuindo para decisões mais assertivas e para a condução de projetos de alta complexidade em todo o Brasil e na América Latina, com foco em gerar resultados de alto impacto.

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