Se você vai visitar a Serra Gaúcha e gosta de conhecer histórias que transformaram o Brasil, uma parada merece entrar no mapa: a Casa Cooperativa, em Nova Petrópolis.
O espaço acaba de completar 15 anos e preserva um dos capítulos mais importantes do cooperativismo brasileiro. O visitante encontra um museu moderno, documentos históricos e experiências que mostram como o cooperativismo de crédito surgiu e se consolidou no país. Foi nesse local que o padre Theodor Amstad fundou, em 1902, a primeira cooperativa de crédito do Brasil e da América Latina.
Além de contar tudo isso, a Casa Cooperativa mantém vivos os princípios e a memória de um movimento que hoje reúne 23 milhões de brasileiros.
Hoje o cooperativismo é conhecido pelo gigantismo dos números e por ajudar tantas pessoas a prosperar. Mas lá no início existiam comunidades que, em um contexto muito mais desafiador, decidiram enfrentar juntas as dificuldades. Homens e mulheres simples que entenderam que a cooperação produz resultados difíceis de alcançar individualmente.
E quem esquece a própria história acaba perdendo a identidade. Afinal, nenhuma ideia se sustenta se perder a conexão com suas origens.
É essa riqueza que a Casa Cooperativa preserva. Celebrar seus 15 anos é reconhecer a importância de um espaço que inspira novas gerações e continua transformando vidas, décadas depois de nascer. Tenho a honra de integrar o Conselho da Casa Cooperativa e ajudar a levar adiante esse legado.
Se você estiver na Serra Gaúcha, inclua Nova Petrópolis no seu roteiro. Conhecer a Casa Cooperativa é entender por que o cooperativismo continua sendo uma das mais bem-sucedidas experiências de desenvolvimento coletivo do Brasil.