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Ele buscava renda extra enquanto trabalhava como CLT, 8 meses depois, já opera 18 franquias

Conciliar um emprego com carteira assinada e um negócio próprio costuma ser uma das alternativas para quem deseja empreender sem abrir mão imediatamente de uma fonte de renda fixa.

Foi esse o caminho escolhido pelo empresário Alexandre Nunes, de 40 anos, que trabalha na área de Tecnologia da Informação e decidiu buscar uma franquia para gerar renda extra.

Oito meses depois de começar, ele já opera 18 pontos da 4Charge e começa a planejar uma possível transição definitiva da CLT para o empreendedorismo.

A história de Alexandre com os negócios, porém, começou bem antes. Depois de trabalhar na indústria, inclusive na General Motors, no Rio Grande do Sul, ele passou por diferentes experiências como empreendedor.

Teve cafeteria, lancheria, restaurante e uma operação de salgados antes de se formar como Técnico em Transações Imobiliárias e trabalhar durante seis anos como corretor de imóveis. Posteriormente, abriu a própria imobiliária.

O negócio caminhava bem, mas uma mudança familiar levou Alexandre para Florianópolis. Sua mãe havia sido diagnosticada com câncer e a família decidiu buscar uma melhor qualidade de vida.

Na nova cidade, ele tentou continuar no mercado imobiliário, mas acabou enfrentando um episódio que mudaria sua trajetória profissional: a família comprou um apartamento de um construtor que, segundo Alexandre, havia vendido a mesma unidade para diversos compradores.

“Foi um período em que muita coisa aconteceu ao mesmo tempo. Eu estava lidando com a doença da minha mãe, com o nascimento do meu segundo filho e ainda tivemos uma perda financeira muito grande. Naquele momento, eu não tinha mais cabeça para assumir novamente os riscos de tocar uma empresa”, afirma.

Foi então que ele decidiu voltar ao mercado de trabalho formal. Influenciado pela esposa, que já atuava com tecnologia, iniciou uma faculdade na área e conseguiu uma oportunidade profissional. Desde 2016, ele trabalha no setor de Tecnologia da Informação.

Mesmo satisfeito com a carreira, o interesse pelo empreendedorismo continuou. Sem querer montar novamente uma empresa completamente do zero, começou a pesquisar modelos de franquias que pudessem ser conciliados com a rotina profissional.

“Eu gosto de negociar, conversar com as pessoas e buscar soluções. Sentia falta dessa dinâmica do empreendedorismo, mas também não queria simplesmente abandonar minha carreira e começar tudo do zero. A franquia apareceu justamente como uma maneira de testar um novo negócio de forma paralela à CLT”, diz.

Durante as pesquisas, conheceu a 4Charge, que iniciou sua operação com totens de carregamento de celulares associados a soluções de publicidade digital. O modelo, porém, vem passando por uma ampliação importante.

A rede passou a trabalhar também com outras verticais de mídia indoor, como telões de LED e televisores, todos integrados ao software proprietário desenvolvido pela própria empresa.

Na prática, o totem de carregamento funciona como uma porta de entrada para o franqueado, que depois pode ampliar sua atuação utilizando outros produtos e formatos dentro do ecossistema.

A franqueadora oferece suporte operacional, tecnologia própria e estrutura para que o parceiro consiga explorar novas possibilidades comerciais além do ponto inicial.

Essa mudança de posicionamento também ajuda a explicar o potencial de expansão da operação. Em vez de depender de um único equipamento, o franqueado passa a ter acesso a diferentes soluções de mídia indoor, o que amplia o leque de oportunidades em estabelecimentos comerciais, empresas e outros pontos de circulação.

No caso de Alexandre, fatores como investimento inicial, possibilidade de parcelamento, suporte oferecido e o fato de o modelo já começar com três totens foram determinantes para a decisão.

A estratégia inicial era utilizar a franquia como fonte de renda extra. Alexandre começou com os três pontos incluídos no modelo de negócio e passou a dedicar parte do tempo livre à prospecção e expansão da operação.

O resultado mudou suas perspectivas. Em aproximadamente oito meses, o número de pontos passou de três para 18. Além da franquia de Cachoeirinha, ele adquiriu também os direitos de operação em Gravataí, município vizinho.

“Eu comecei pensando realmente em uma renda complementar. Conforme a operação foi crescendo, percebi que existia a possibilidade de transformar aquilo em minha principal atividade. Hoje o negócio já paga suas próprias despesas e estou estruturando minha rotina para, no futuro, conseguir me dedicar integralmente à franquia”, afirma.

Apesar do crescimento, Alexandre continua trabalhando como CLT na área de tecnologia. Para ele, começar uma franquia em paralelo ao emprego pode ser uma alternativa para quem deseja experimentar o empreendedorismo antes de realizar uma mudança completa de carreira.

“É possível começar aos poucos e entender como o negócio funciona antes de tomar uma decisão maior. No meu caso, consegui manter meu emprego enquanto estruturava a operação. Mas não existe resultado automático: é preciso ter metas claras, organização, consistência e disposição para ouvir muitos ‘nãos’ até os resultados aparecerem”, explica.

A experiência anterior como empreendedor também influenciou a maneira como ele passou a conduzir a nova operação. Alexandre destaca planejamento e resiliência como elementos essenciais para quem pretende abrir uma franquia ou iniciar um negócio próprio.

“Quando você sabe onde quer chegar, fica mais fácil organizar o que precisa fazer todos os dias. Empreender exige persistência. Nem toda conversa vira negócio, nem toda tentativa funciona, mas é a constância que faz a operação avançar”, completa.

Agora, com duas regiões sob sua responsabilidade e 18 pontos em funcionamento, Alexandre prepara o próximo passo: criar condições para deixar a carreira de tecnologia e assumir integralmente a operação da franquia.

Ao mesmo tempo, a expansão da 4Charge para novas soluções de mídia indoor cria espaço para que franqueados como Alexandre ampliem sua atuação sem ficarem restritos aos totens de carregamento.

A proposta da rede é justamente evoluir de uma franquia baseada em um único equipamento para um ecossistema de tecnologia e mídia, com software proprietário e diferentes formatos de monetização.

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