Entre julho e outubro, existe para mim um período simbólico. É quando, de alguma maneira, comemoro o início de tudo.
Não lembro exatamente em qual desses meses a primeira ideia foi semeada. Mas acabo sempre escolhendo setembro. Talvez porque seja o início da primavera. A época de semear.
E lá se vão 9 anos desde que foi semeada a primeira ideia do que, depois de diversas primaveras, pivotadas e novos começos, se transformou no que hoje é fato: a POPS.
Hoje, diferente de lá do início, penso que olho para o caminho à frente com menos romantismo. Talvez mais pragmatismo. Mas também adoro olhar para trás, com nostalgia, para tudo o que já foi feito. E, de certa forma, para aquilo que ainda é combustível para o que vamos fazer.
Das parcerias todas, penso que seguimos com as melhores.
Tão certeiras que, pela quarta vez, realizamos o POPS Talks, um evento que reúne mentes inspiradoras em pequenas pílulas de conhecimento.
Esse evento não acontece sozinho.
Lá no início, ele foi pensado e criado junto com o Pedro Moura, ex-sócio em diversas empreitadas, que ainda segue conosco de alguma maneira.
E também com a Priscila Lopez, nossa eterna hostess e apresentadora. Uma amiga querida, uma publicitária empreendedora como eu.
Em 2026, imaginei fazer uma noite que agregasse ainda mais pessoas e conhecimento.
E aí nada melhor do que juntar a experiência da POPS com startups e comunidades.
Convidei a Dani Glück, embaixadora alumni do South Summit Brazil, evento do qual somos Media Partner há três anos, para cocriarmos um evento sanduíche.
A Dani, como embaixadora, já realiza anualmente conosco o Warm-up do South Summit Brazil, um aquecimento aqui em Florianópolis para a edição seguinte do evento, que acontece em Porto Alegre.
Em 2026, resolvemos juntar as coisas.
A experiência da POPS com startups, conteúdo e comunidades de um lado. O ecossistema do South Summit do outro. E, no meio disso, um POPS Talks.
Além do apoio do Impact Hub Floripa, que, com a chancela da Camila Garcia, traz esse abraço, esse entendimento de comunidade que embala o evento perfeitamente.
Uma collab.
Ainda contamos com o apoio do Matheus Rodrigues, como social media, e do fotógrafo Nefhar Von Borck.
Mas tenho certeza de que o ouro do nosso evento, como nos anteriores, é ouvir os três talkers que selecionamos criteriosamente para inspirar, provocar e, principalmente, nos trazer ainda mais questionamentos.
Afinal, já dizia o filósofo: “só sei que nada sei”.
A máxima socrática de reconhecer os limites do próprio conhecimento continua sendo um bom alerta contra a arrogância intelectual. E talvez seja justamente esse o espírito que queremos trazer para o POPS Talks: menos respostas prontas e mais perguntas boas.
E pensando juntos como realizadores, decidimos trazer Olívia Fernandes Boretti, Coordenadora de Programas de Aceleração da Prototypia, Lucas Knobbe, CEO do Reservatório de Dopamina, e Renata Costa, CEO da Beepay.
Quando falo que há um olho no futuro, é justamente isso.
Trazer o olhar de quem segue conosco, tanto como talker de um evento como este quanto em tantas outras ações que continuamos fazendo.
Por outro lado, quando falo de olhar pelo retrovisor, é não esquecer e, principalmente, valorizar tudo o que já foi feito.
Se você procurar hoje pela POPS nas redes sociais ou, melhor ainda, no YouTube, vai encontrar uma carga de conteúdos diversos, muito fortes, feitos para diferentes setores.
Nossas webséries dedicadas às startups. O POPSCast, que por quase 40 conteúdos colocou diante das câmeras profissionais de diferentes áreas. Documentários, entrevistas, projetos especiais, histórias que foram sendo registradas enquanto a própria POPS também se transformava.
E aqui vale uma coisa.
A nossa expertise em startups não nasceu agora.
Veja bem: já atendemos mais de 50 startups no Sul do Brasil.
São mais de 50 histórias que ajudamos a contar, registrar e, em muitos casos, transformar em conteúdo.
Talvez seja justamente por isso que hoje conseguimos falar de startups não apenas como quem observa de fora, mas como quem já esteve dentro de muitas delas.
E olhando para esses nove anos, penso também que a POPS, com mais sorte do que juízo, faz parte de um percentual muito baixo dos CNPJs desse país.
Os que sobreviveram.
Afinal, empreender no Brasil é um ato de coragem, de rebeldia e talvez até um movimento contracultural.
Temos uma carga tributária absurda, um humor econômico bipolar e uma necessidade de se reinventar não diariamente, mas a cada segundo, nesse tal 24 por 7.
E, honestamente, sem clichê, confesso que faria tudo de novo.
Porque empreender provavelmente nunca foi apenas sobre as notas fiscais que se emitem ou sobre o Pix que cai na conta.
É sobre as histórias que a gente conta, relembra e que ainda pretende contar.
E talvez seja isso que, depois de nove anos, ainda me faça olhar para a frente.
Com menos romantismo, talvez.
Mas com a mesma vontade de semear.