O custo do crédito está mudando a forma como empresas planejam o crescimento. Em um ambiente de juros elevados e maior seletividade das instituições financeiras, decisões de expansão passam cada vez mais pela capacidade de geração de caixa e pela busca de fontes alternativas de recursos.
O cenário é especialmente relevante para pequenas e médias empresas, que tradicionalmente possuem maior dependência do crédito bancário para financiar capital de giro, estoques, equipamentos e novos projetos.
Com recursos mais caros, crescer deixa de significar apenas aumentar faturamento. Eficiência operacional, controle de custos, margem e produtividade passam a ocupar espaço maior nas decisões dos empresários.
Outra mudança está na diversificação das fontes de financiamento. Antecipação de recebíveis, FIDCs, investidores, mercado de capitais e outras estruturas começam a ganhar espaço entre empresas que buscam reduzir a dependência das linhas bancárias tradicionais.
Para as empresas catarinenses, o momento reforça uma mudança de mentalidade: antes de acelerar a expansão, é preciso entender quanto custa financiar o crescimento e qual retorno o investimento pode gerar.