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O papel da nuvem e da IA na eficiência do PIB catarinense

Por Diego Alexandre, CEO e fundador da Dati.

Ver Santa Catarina alcançar o topo do Ranking de Competitividade dos Estados, desbancando uma liderança de 14 anos de São Paulo, traz um sentimento muito especial para quem empreende na região. Para a Dati, que nasceu na garagem da casa dos meus pais em Blumenau e hoje atua em escala nacional, acompanhar essa evolução é como ver a história da nossa própria empresa acontecendo em uma escala ainda maior.

O desempenho catarinense, impulsionado por um setor de tecnologia que faturou R$ 47,9 bilhões e se tornou o segundo maior gerador de empregos tech do Brasil, não é fruto do acaso. Mas, para compreender o que realmente sustenta esses números, é preciso olhar para a infraestrutura que roda por trás desse crescimento.

Durante muito tempo, discutir competitividade econômica significava falar apenas de malha rodoviária, logística portuária e incentivos fiscais. Embora esses fatores continuem vitais, o cenário atual exige uma nova camada crítica de sustentação: a infraestrutura digital. Hoje, a capacidade de uma empresa escalar, otimizar processos e competir no mercado global depende diretamente da maturidade de suas arquiteturas em nuvem e do uso estratégico da inteligência artificial.

Nesse contexto de transformação, é impossível falar de infraestrutura moderna sem destacar a liderança global da Amazon Web Services (AWS). Atendendo milhões de clientes ativos em mais de 190 países (de startups a grandes corporações e órgãos governamentais), a AWS tornou-se o padrão da indústria e a espinha dorsal sobre a qual se constroem as arquiteturas digitais mais robustas do planeta.

A nuvem deixou de ser apenas um repositório de dados para se tornar o ambiente onde a inovação e a eficiência operacional acontecem. Startups que nascem escaláveis, indústrias que modernizam suas operações e empresas de software que atendem clientes em todo o país compartilham o mesmo requisito: precisam de ambientes seguros, resilientes e preparados para picos de demanda. Sem uma base em nuvem bem estruturada, qualquer tentativa de aceleração atinge rapidamente um teto técnico e financeiro.

Agora, com o avanço acelerado da inteligência artificial, especialmente na modernização de sistemas legados e na automação de processos complexos, a equação da eficiência ganha um novo patamar. A aplicação prática de IA no ciclo de desenvolvimento de software e na engenharia de negócios permite que as companhias multipliquem sua capacidade de entrega e ganhem velocidade sem aumentar custos de forma desproporcional. É essa eficiência computacional que se reflete diretamente na margem, na competitividade e no PIB do nosso estado.

A força da comunidade e o fator humano na tecnologia

Nenhuma arquitetura de nuvem ou algoritmo de IA entrega resultado se não houver inteligência humana qualificada para desenhar, implementar e governar essas soluções. É aí que a força da nossa comunidade de tecnologia se torna o verdadeiro diferencial competitivo.

Santa Catarina e polos como Blumenau e Florianópolis têm um apelo natural atrelado à qualidade de vida e segurança, atraindo talentos de todo o país. Mas a qualidade de vida é apenas a porta de entrada. O que de fato retém e desenvolve profissionais de alta performance é o acesso a desafios técnicos de nível global e a vivência em uma comunidade empreendedora viva, colaborativa e pulsante.

Participar ativamente desse ecossistema sempre foi parte central da minha trajetória e da essência da Dati. Seja atuando como mentor no programa Startup SC (Sebrae), como diretor de vertical na ACATE e hoje como diretor de eventos da Blusoft (o polo da ACATE em Blumenau), vejo no associativismo o motor para acelerar o desenvolvimento do nosso estado. Essa atuação conjunta, que envolve desde a mentoria a novas startups até a organização anual de eventos de tecnologia, fortalece as empresas, aproxima lideranças e cria o terreno fértil para a formação de profissionais e negócios de impacto.

Especialização técnica de classe mundial

Essa cultura de colaboração e aprendizado contínuo se reflete diretamente dentro de casa. Na Dati, atuamos justamente na ponta da implementação e arquitetura dessas soluções estratégicas, conectando a capacidade computacional global da AWS à realidade de negócios e aos desafios de engenharia dos nossos clientes. Viabilizar projetos desse nível de complexidade exige um nível de especialização técnica que poucas companhias no país alcançam.

O resultado do investimento constante na formação técnica do time se traduz em marcos que nos enchem de orgulho: além de acumularmos mais de 190 certificações AWS ao longo da nossa história, hoje contamos com 4 profissionais do nosso time agraciados com a Golden Jacket da AWS, uma distinção de altíssimo nível internacional concedida apenas a 57 profissionais no Brasil. Ter um grupo de elite como esse atuando a partir de Blumenau prova que a especialização formada em Santa Catarina compete em igualdade de condições com qualquer polo do mundo.

Quando o estado combina infraestrutura digital de ponta, uma comunidade empreendedora forte e incentivo permanente à capacitação técnica das pessoas, cria-se um ciclo virtuoso. As empresas locais ganham eficiência, resolvem dores complexas com agilidade e consolidam Santa Catarina como uma referência em tecnologia que vai muito além de suas fronteiras.

A liderança no ranking de competitividade é um marco para comemorar, mas, acima de tudo, um lembrete do nosso compromisso: continuar fortalecendo nossa comunidade, investindo em talentos e construindo a infraestrutura técnica que garante que o nosso estado siga crescendo com eficiência, inovação e protagonismo.

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