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Fintech de SC cria hackathon para encontrar soluções em IA

Foto: divulgação.

A Franq, plataforma de Florianópolis que permite a bancários atuarem de forma autônoma, lançou o “Tech Games”, iniciativa que reúne o time de tecnologia da fintech para ações voltadas à resolução de problemas reais do negócio.

Neste ano, a atividade reuniu 40 profissionais de diferentes regiões do Brasil, incluindo especialistas em backend, frontend, dados, inteligência artificial, QA, infraestrutura, segurança, design e produto, em uma operação presencial de duas semanas na sede da empresa.

Durante a dinâmica, nove times multidisciplinares foram formados para desenvolver soluções para 50 problemas mapeados internamente.

As entregas eram submetidas diariamente a uma banca executiva de validação e, ao final do sprint, 47 dos 50 desafios haviam sido transformados em softwares funcionais, todos avaliados a partir de critérios de aceitação e encaminhados para produção por meio de um programa interno chamado push to prod

As ideias são avaliadas por pontuação e utilizam inteligência artificial aplicada a problemas operacionais do dia a dia, em um processo que também buscou aproximar áreas de tecnologia e negócios e ampliar o engajamento da equipe com o uso prático de IA.

“Este jogo respondeu a uma pergunta difícil: se a gente já sabe onde a operação dói, por que ainda não consertou? O Tech Game respondeu isso. Essa estrutura facilitou que as pessoas de negócios trouxessem a dor real para a equipe, e elas pudessem entender que nem sempre a solução adequada é a mais complexa. É uma maneira de engajar o time e desenvolver soluções práticas”, destaca Gustavo Hartmann, CTO da Franq.

O Franq Tech Games é estruturado a partir de problemas identificados dentro da operação da empresa.

Para definir a lista de tarefas, a Franq utiliza gravações de tela e análises conduzidas por inteligência artificial em áreas como home equity, crédito imobiliário, consórcio, seguros, customer success e operações. Os vídeos são processados para identificar padrões repetitivos, pontos de dor e ineficiências operacionais. 

A fintech também conduz entrevistas com lideranças e análises de OKRs para mapear gaps estratégicos, além de mobilizar grupos transversais de negócio para identificar fricções recorrentes relacionadas a automação, reporting, comunicação, ferramentas e inteligência artificial.

O Tech Summit, onde a atividade acontece, é desenhado para ampliar a integração entre os profissionais da empresa.

Além das etapas técnicas, a programação incluiu encontro coletivo com as lideranças da Franq, sessões conduzidas pelo CTO sobre direcionamento tecnológico da empresa, eventos de integração e momentos informais planejados ao longo da agenda. 

O encontro, que neste ano aconteceu em abril, marcou a primeira vez em que todo o time de tecnologia da Franq esteve reunido presencialmente no mesmo local.

“A maioria desses engenheiros nunca tinha trabalhado na mesma sala. Agora trabalhou. Esse não é um resultado qualquer, é a fundação de como a gente quer entregar em 2026”.

Durante o Tech Summit, a Franq organizou nove times compostos por três a quatro engenheiros, sempre acompanhados por representantes das áreas de negócio ligadas aos problemas abordados.

Cinco advisors de gestão participaram da banca responsável por validar as entregas de forma assíncrona, com base em critérios de aceitação previamente definidos.

Entre as regras da competição, um dos principais diferenciais foi a bonificação para propostas desenvolvidas com aderência ao stack tecnológico real da companhia, integradas à arquitetura e às ferramentas já utilizadas pela Franq. 

O time campeão desenvolveu dez entregas voltadas a diferentes frentes operacionais da empresa, incluindo IA para analisar a matrículas de imóveis, seleção automatizada de cartas de consórcio e respostas para personal bankers baseadas em bases de conhecimento. 

Já a principal entrega individual do evento criou um agente de inteligência artificial capaz de consolidar conversas de WhatsApp, áudios de ligações, documentos e anexos, além de interações no CRM gerando uma enorme base de conhecimento que será utilizada na criação dos Copilots para o time de CS e Operações, além de permitir a hiper personalização do atendimento em escala, automatizando uma atividade que, segundo dados internos, consome entre 35% e 45% do tempo da equipes de engenharia e dados.

A fintech avalia ampliar o projeto nas próximas edições, incluindo a participação de personal bankers e possivelmente clientes, com foco na resolução colaborativa de dores reais do negócio por meio de inteligência artificial aplicada ao desenvolvimento de soluções.

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