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CEOs do Sul do Brasil aparecem entre os destaques nacionais no LinkedIn, aponta pesquisa

Mikhail Nilov/Pexels

Executivos de empresas sediadas no Sul do Brasil possuem audiências menores no LinkedIn, mas conseguem gerar proporcionalmente mais interações do que a média nacional.

É o que mostra um recorte do levantamento “Presença Digital dos CEOs no LinkedIn – Panorama 2025”, realizado pela FGV EAESP em parceria com a Elementar Comunicação.

A pesquisa analisou 225 presidentes de algumas das principais empresas do país e mais de 8,1 mil publicações. Desse total, 36 executivos estão ligados a empresas sediadas no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o equivalente a 16% da amostra.

Dois representantes da região aparecem entre os 20 primeiros colocados em volume de engajamento: Fernando Modé, da Cálamo/O Boticário, na 14ª posição, e César Gioda Bochi, do Sicredi, na 15ª.

O primeiro acumulou 77.318 interações em 76 publicações e possui uma base de 157.881 seguidores. Sua taxa de eficiência de engajamento chegou a 48,97%. Já o segundo registrou 73.994 interações em 98 publicações, com 85.094 seguidores e índice de eficiência de 86,96%.

Os dois foram os únicos representantes de empresas sediadas no Sul a ultrapassar 70 mil interações no levantamento.

Sul tem audiência menor, mas eficiência acima da média

A diferença aparece principalmente quando o tamanho da audiência é comparado à capacidade de gerar interações.

Os executivos do Sul possuem, em média, 19.816 seguidores, enquanto os integrantes do Top 10 nacional chegam a uma média de 188.240.

Apesar da diferença, a taxa média de eficiência de engajamento das lideranças do Sul alcança 97,87%, acima dos 80,87% registrados pelos dez primeiros colocados e dos 80,28% da amostra completa.

A mediana segue a mesma direção: 70,61% entre os executivos da região, ante 60,67% considerando toda a pesquisa.

O indicador busca dimensionar a capacidade de uma liderança gerar interação em relação ao tamanho da própria audiência, mostrando que uma base maior de seguidores não necessariamente se traduz em maior desempenho proporcional.

“Quando olhamos para os dados regionais, percebemos que a relevância digital não depende de estar no eixo tradicional das grandes empresas. Lideranças ligadas ao Sul aparecem tanto pela capacidade de mobilizar suas audiências quanto pela consistência de conteúdo”, afirma Leandro Herculano, sócio-fundador da Elementar Comunicação.

Paraná tem executivo entre os cinco de maior eficiência

No Paraná, Wilson Bley Lipski, diretor-presidente da Sanepar, aparece entre os cinco executivos com maior taxa proporcional de engajamento de toda a pesquisa. Com índice de 380,95%, ocupa a quarta posição nacional nesse indicador.

A frequência de publicação também se destaca. O executivo realizou 134 posts no período analisado, quase quatro vezes a média geral do levantamento, de aproximadamente 36 publicações anuais por liderança.

Outros executivos ligados a empresas da região aparecem com índices elevados. Rossano de Angelis Junior, da Bunge Alimentos, registrou eficiência de 332,23%, enquanto Enio Verri, da Itaipu Binacional, chegou a 298,26%.

Santa Catarina aparece entre os destaques de frequência

Em Santa Catarina, um dos destaques apontados pelo estudo é Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS. Nascido em Ipumirim, no Oeste catarinense, o executivo realizou 123 publicações durante o período analisado.

Também aparecem no recorte Rafael Lucchesi, da Tupy, com eficiência de engajamento de 248,62%, e Sandro Trentin, da Schulz, com 239,56%.

Os números colocam executivos ligados à indústria catarinense entre os casos de maior desempenho proporcional identificados no levantamento.

Setor financeiro impulsiona presença do Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o segmento financeiro ganha relevância no estudo. Os bancos formaram o setor com maior engajamento bruto da pesquisa, somando 742.352 interações em 651 publicações de dez executivos.

Entre as palavras recorrentes nas publicações dessas lideranças, o Sicredi, cuja confederação está sediada em Porto Alegre, aparece ao lado de termos relacionados ao modelo de negócio, como clientes, crédito e cooperativismo.

Para Leandro Herculano, os resultados ajudam a mostrar que o número de seguidores, isoladamente, não determina a capacidade de mobilização de uma liderança:

“Em diferentes setores, executivos do Sul conseguem gerar um volume de interações elevado em relação ao público que construíram na plataforma”, afirma.

O levantamento reforça uma mudança na construção da reputação executiva no ambiente digital: além do tamanho da audiência, frequência, posicionamento e capacidade de gerar conversas passam a funcionar como indicadores da presença das lideranças empresariais nas redes profissionais.

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