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Do Vale do Itajaí ao Mato Grosso, Grupo Rovitex mira quase dobrar produção de fios até 2030

Santa Catarina concentra parte importante da história da indústria têxtil brasileira, enquanto Mato Grosso responde atualmente por cerca de 70% da produção nacional de algodão em pluma, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Entre os dois estados, o Grupo Rovitex estruturou uma operação que aproxima a produção têxtil da origem de uma de suas principais matérias-primas.

A estratégia passa pela Incofios, fundada em 2001 em Indaial, e pela Incofibras, criada em 2016 em Campo Verde. Em 2026, as operações completam 25 e 10 anos, respectivamente, e somam uma produção de aproximadamente 2,7 mil toneladas de fios por mês.

O próximo objetivo é praticamente dobrar essa capacidade: o grupo pretende superar 5 mil toneladas mensais até 2030.

Operação começou para atender demanda interna

A Incofios nasceu inicialmente para abastecer o consumo do próprio Grupo Rovitex. Com o crescimento da operação, ampliou a produção e passou a atuar no mercado de fios 100% algodão.

Atualmente, a fábrica de Indaial possui 41 mil metros quadrados de área construída, aproximadamente 430 colaboradores e capacidade para produzir cerca de 1.500 toneladas de fios por mês.

A estrutura conta com 29.760 fusos destinados à produção de fio penteado e compacto e 5.832 rotores de Open End. A evolução da unidade também foi acompanhada pela modernização do parque fabril.

“Quando entrei, tínhamos apenas 10 filatórios e uma parte da empresa ainda estava vazia. Depois, foram instalados mais 10 filatórios e, dali em diante, a empresa continuou crescendo”, relembra Jaquemira Hertel, colaboradora da Incofios desde 2005.

Mato Grosso aproximou produção da matéria-prima

A segunda frente da estratégia surgiu com a criação da Incofibras. A localização colocou parte da operação de fiação próxima à principal região produtora de algodão do Brasil.

Especializada em fiação Open End, a unidade possui aproximadamente 27 mil metros quadrados de área construída e capacidade para produzir cerca de 1.200 toneladas de fios por mês, com 7.560 rotores.

“Criar a Incofibras foi uma forma de ampliar nossa atuação na fiação de algodão e nos aproximar da origem da matéria-prima, com uma operação especializada em Open End”, afirma Edson Augusto Schlogl, diretor-geral da Incofios.

Para ele, as duas operações passaram a funcionar de forma complementar dentro da estratégia industrial do grupo.

“Hoje, os 25 anos da Incofios e os 10 anos da Incofibras contam a mesma história, só que vista de dois estados diferentes”, acrescenta.

Meta é superar 5 mil toneladas mensais

A combinação das duas unidades permite ao Grupo Rovitex atuar tanto na produção de fios penteados e compactos quanto na fabricação pelo sistema Open End.

Agora, o próximo ciclo está concentrado em escala. Das atuais 2,7 mil toneladas produzidas mensalmente pelas duas operações, o grupo pretende superar a marca de 5 mil toneladas por mês até 2030.

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