3 lições que aprendi em três anos de empresa

Estar à frente de uma empresa é um desafio constante. Da ideia inicial até a concretização do negócio, há uma jornada cheia de obstáculos.

Em agosto, a CashWay comemora seu terceiro aniversário. A techfin já nasceu com experiência de mais de 20 anos, já que foi fundada a partir da fusão de outras duas empresas: a Leosoft e a Biti. Mesmo assim, o caminho que percorremos até aqui não foi fácil.

Abaixo, elenquei três dos principais aprendizados da trajetória empreendedora da CashWay no mercado de tecnologia de Santa Catarina.

1. A jornada é mais importante que o destino

Ter clareza sobre onde se quer chegar, com metas bem definidas e alinhadas com todo o time é essencial. Entretanto, é preciso reconhecer a relevância de cada momento do caminho percorrido. Independente da maturidade da startup a jornada é mais importante que o destino. Isso porque a cada passo dado é preciso fazer o esforço de rever a estratégia: a adaptabilidade é uma das principais características de qualquer empreendedor. O mercado de tecnologia evolui muito e de forma muito rápida e esse dinamismo não aceita estagnação. Dentro desse contexto, o setor de fintechs têm um ritmo ainda mais acelerado. 

Nos primeiro semestre, as startups do setor de finanças receberam 46,3% do valor total investido no ecossistema de inovação brasileiro, segundo a Distrito. Ao todo, as fintechs arrecadaram US$ 1,36 bilhão em investimentos nesse período. Nos últimos seis meses, as fintechs também foram as empresas mais adquiridas do mercado tech: foram alvo de 22 transações de fusões e aquisições, ou cerca de 20% do total no 1Q’22. Esse crescimento traz com ele uma certa agressividade, por diversas vezes o planejamento que fazemos precisa ser revisto e às vezes dura muito menos do que imaginávamos. Ter o jogo de cintura para lidar com essa dinâmica do mercado pode ditar o sucesso ou o fracasso do negócio. 

2. Valorize as parcerias

Ninguém cresce sozinho: valorizar as parcerias é essencial para evoluir em qualquer setor. A troca de experiências com empresas mais maduras, mas também com outros players que estavam iniciando a jornada empreendedora, teve um impacto muito grande na história da CashWay. No ano passado, fechamos uma parceria com a Sinqia, maior provedora de software para o setor financeiro do Brasil, que causou mudanças significativas na forma com que desenvolvemos nosso trabalho. A soma de inteligência e esforço resultou em uma empresa mais madura e na entrega de um produto melhor para o cliente final. 

Já nas primeiras trocas com a Sinqia, percebemos que precisávamos dar um passo para trás e mudar nossa estratégia: olhar mais para o cliente como o centro do negócio. Começamos a identificar demandas que os nossos concorrentes não estavam oferecendo e isso gerou um resultado muito bom. O amadurecimento que veio com essa parceria foi fundamental para a definição de estratégias mais assertivas, que passaram e ainda passam pela mentoria da Sinqia. No momento de escolher os parceiros é imprescindível analisar quem são eles e como se posicionam no mercado, assim como é essencial valorizar essas trocas, pois elas têm um papel fundamental em qualquer negócio. 

3. O projeto é feito de pessoas, aprenda a lidar com elas

Hoje o Time CashWay conta com 51 colaboradores, e cada uma dessas pessoas são essenciais para manter a roda girando. Não é novidade dizer que são os colaboradores que fazem a empresa, mas as lideranças precisam lembrar disso todos os dias. Quando escolhemos quem vai ajudar a construir aquilo que acreditamos precisamos ter em mente que tipo de cultura queremos construir. Mas também precisamos aprender a lidar com essas pessoas. No setor de tecnologia, o dinamismo requer agilidade e atualização constante, mas não se pode esquecer que estamos lidando com seres humanos, com expectativas e motivações particulares. 

Uma pesquisa lançada em julho deste ano pela Pulses mostrou que 81% dos trabalhadores brasileiros estão se sentindo esgotados no trabalho. O levantamento apontou também que 60% dos colaboradores se sentem sem disposição para trabalhar, e 67% sentem que precisam provar seu valor no emprego. Os dados acendem o alerta de que é preciso haver uma preocupação maior com a qualidade de vida das pessoas que fazem parte da empresa. Empreender é uma tarefa que só acontece à muitas mãos, portanto valorize aqueles que destinam boa parte de suas vidas a ajudar a construir a história da empresa. 

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