Com 6 anos de trajetória dentro de um dos maiores grupos empresariais de Santa Catarina, a ClicTecnologia acelerou o passo: novo head de vendas com histórico de exit no ecossistema de startups, programa de parceiros e inteligência artificial (IA) no produto colocam a empresa no caminho de dobrar sua base de clientes até março de 2027.
Há uma geração inteira de empresas de software que cresceu silenciosamente dentro de grandes grupos industriais catarinenses. A ClicTecnologia é uma delas — e agora decidiu que é hora de parar de crescer em silêncio.
Fundada em Blumenau, a startup desenvolve software de força de vendas para indústrias e distribuidoras B2B. Sua operação é tocada dentro do ecossistema do Grupo Mainhardt, conglomerado empresarial com forte presença no Sul do Brasil, o que desde cedo deu à empresa uma estrutura de governança e gestão raramente vista em startups nesse estágio. Enquanto muitos concorrentes queimavam caixa buscando produto-mercado, a Clic tinha acesso a clientes reais, processos maduros e uma cultura de resultado que moldou seu DNA.
Hoje, com mais de 100 clientes ativos e uma carteira recorrente construída com rigor — o churn mensal é menor que 1%, um número que poucos SaaS B2B do país podem exibir —, a empresa chegou a um ponto de inflexão. A pergunta não é mais “o produto funciona?”. A pergunta é: quanto mais rápido conseguimos crescer?
A base que sustenta a ambição
Para entender por que a ClicTecnologia se sente confiante para dobrar de tamanho em doze meses, é preciso entender o que ela construiu nesses seis anos.
O software atende um nicho específico e bem delimitado: indústrias e distribuidoras de pequeno e médio porte que usam o ERP Senior, um dos sistemas de gestão mais presentes no Sul do Brasil e em São Paulo.
Essa especialização não foi por acaso. Ao focar profundamente em um perfil de cliente, a empresa conseguiu construir um produto que fala a língua do usuário.
O Ricardo, diretor industrial que precisa que sua equipe de vendas externas opere com agilidade. A Fernanda, gerente comercial de uma distribuidora de alimentos que quer visibilidade em tempo real sobre o que está sendo vendido, onde e por quem.
A concentração geográfica também reflete essa estratégia: Santa Catarina, São Paulo e Paraná concentram a maior parte da base. Território conhecido, relacionamentos construídos, reputação estabelecida.
“Não é uma coincidência estar dentro de um grupo como o Mainhardt e ter esse nível de churn. A cultura de não perder cliente, de entregar o que prometeu, isso vem de cima. E foi esse padrão que nos permitiu crescer de forma saudável”, destacam.
O momento de pisar no acelerador
Com a base consolidada, a ClicTecnologia decidiu que 2026 seria o ano de estruturar o motor de crescimento que faltava.
O primeiro movimento foi trazer Rafael Aquino como Head de Vendas — profissional com trajetória no ecossistema de startups, incluindo a construção e venda de uma empresa de tecnologia para uma multinacional americana.
Ele chega com o objetivo de estruturar operações de aquisição inbound e outbound em escala, trazendo para a Clic a mentalidade e os processos de quem já percorreu o ciclo completo de crescimento de uma startup.
Mas contratar um bom head é só o começo. O plano de crescimento da Clic está estruturado em três pilares que se complementam.
Parceiros como motor de distribuição
O primeiro pilar é o programa de parceiros. A lógica é simples: o mercado de PMEs industriais e distribuidoras é pulverizado geograficamente.
Nenhuma equipe própria chega com eficiência em todas as praças ao mesmo tempo. A solução é criar um ecossistema de parceiros — revendas, consultorias de ERP, implementadores Senior — que levem o produto até onde a Clic ainda não chegou.
O programa está sendo estruturado com critérios de certificação, suporte comercial ativo e modelos de comissão que tornam a parceria economicamente atrativa.
O objetivo não é apenas criar canais passivos, mas parceiros que vendam ativamente, entendam profundamente o produto e sejam extensão real da equipe comercial da ClicTecnologia.
“Parcerias mal estruturadas não funcionam. Estamos construindo um programa em que o parceiro tem razão para vender a Clic todos os dias, não só quando aparece uma oportunidade por acaso”, explica a empresa.
Clara: a inteligência artificial que vira copiloto de vendas
O segundo pilar é o investimento em inteligência artificial — e aqui a aposta é mais concreta do que promessas genéricas sobre “IA no produto”.
A Clara é a inteligência artificial da ClicTecnologia criada especificamente para ajudar representantes comerciais a venderem mais.
Disponível tanto pelo WhatsApp quanto diretamente pela plataforma da Clic, ela não exige que o representante mude de ferramenta ou aprenda uma nova interface para começar a usar.
Na prática, a Clara resolve o que mais trava o dia a dia de quem vende em campo: o operacional. Com ela, o representante acessa em segundos o tracking do pedido, a nota fiscal, os boletos, o espelho do pedido e o histórico com os últimos pedidos de cada cliente — tudo sem precisar ligar para o escritório ou esperar alguém da retaguarda responder. Chega à visita com contexto, sem garimpar informação em planilha ou sistema.
A Clara se encarrega do burocrático para que o representante possa focar no que realmente importa: vender.
“Nosso cliente não quer saber de tecnologia. Ele quer vender mais. A IA só tem valor se libera tempo e resulta em pedidos maiores ou visitas mais produtivas. É exatamente isso que a Clara faz”.
Em um mercado onde os concorrentes ainda estão na corrida por funcionalidades básicas, chegar com um copiloto de vendas acessível via WhatsApp é um salto de geração — e um diferencial que o representante sente já no primeiro dia de uso.
O tamanho do espaço que existe para crescer
A meta de dobrar a base até março de 2027 pode soar ambiciosa, mas o mercado endereçável coloca isso em perspectiva.
O segmento de software de força de vendas B2B para PMEs industriais e distribuidoras no Brasil representa uma oportunidade relevante — e a ClicTecnologia, com seu nicho bem definido em torno do ecossistema Senior, ainda ocupa uma fração pequena desse espaço. Há mercado para crescer, e com folga.
Com ticket médio recorrente e a previsibilidade de receita que um churn abaixo de 1% proporciona, cada novo cliente que entra na base é receita que fica. A matemática do crescimento composto começa a fazer sentido.
De Blumenau para o Sul — e além
Tem algo de simbólico no fato de a ClicTecnologia ser uma startup de Blumenau. A cidade que já foi sinônimo de reinvenção — depois de décadas como capital têxtil, se tornou referência em tecnologia e indústria de alta precisão — é hoje o endereço de uma empresa que quer redefinir como indústrias e distribuidoras brasileiras vendem.
Com a estrutura do Grupo Mainhardt como base, a solidez financeira de uma operação saudável e agora o plano de aceleração com pessoas, parceiros e tecnologia, a ClicTecnologia entra em 2026 com um perfil diferente: ainda tem a seriedade de quem foi criado dentro de um grande grupo, mas com o senso de urgência de quem sabe que a janela de mercado está aberta agora.
Dobrar em um ano é a meta. A construção para chegar lá já começou.