Pesquisar

Como a inteligência artificial está mudando o jogo do M&A

O mercado de fusões e aquisições sempre foi um negócio de relacionamento, faro e experiência acumulada, muito mais do que de tecnologia. A Outlier Partnersassessoria de tech M&A tem se destacado por incorporar inteligência artificial a essa lógica, sem abrir mão do que sempre definiu o setor

mercado de M&A é, por natureza, conservador. Grande parte do que decide o sucesso de uma transação ainda depende de relacionamento, confiança e da memória de quem já negociou antes com aquele fundo ou aquele grupo estratégico. Tecnologia sempre foi coadjuvante nesse processo, no máximo uma ferramenta de organização.

Nesse cenário, a Outlier Partners, que vem se posicionando como uma das melhores boutique de M&A do Brasil, tem se destacado pela forma como incorporou inteligência artificial ao processo de mapeamento de mercado.

“O mercado fala muito de IA para deixar processo mais rápido. Mas o ganho que mais importa para o resultado final de um mandato não é velocidade, é precisão: mapear melhor quem são os compradores possíveis, entender o que cada um está buscando de verdade e chegar até eles com uma abordagem que faça sentido para aquele comprador específico”, afirma Guilherme Barros, sócio fundador da Outlier Partners.

Achar o comprador certo é mais decisivo do que fechar rápido

A construção da lista de compradores de cada mandato, historicamente um processo artesanal e dependente do faro dos sócios, passou a combinar essa experiência com pesquisa sistemática: mapeamento por setor, cadeia de valor, transações comparáveis e movimentos recentes de fundos de private equity, growth e venture capital, cruzados com critérios de fit para cada empresa.

Boa parte dessa precisão vem da ampla expertise que a Outlier acumulou atendendo empresas de tecnologia, setor que concentra a maior parte dos mandatos da casa e que exige lidar com métricas, modelos de negócio e compradores muito específicos.

Uma inteligência de mercado que cresce com cada mandato

Um dos pilares dessa frente é uma base viva de investidores, fundos e potenciais compradores mapeados ao longo de todos os mandatos da casa, alimentada tanto por pesquisa quanto pela experiência acumulada pelos sócios em cada negociação e relacionamento construído ao longo dos anos.

“Antes, o conhecimento sobre um fundo ou um comprador estratégico ficava na cabeça de quem tinha feito aquela conversa seis meses atrás. Hoje esse conhecimento fica registrado, é cruzado com pesquisa constante e pode ser acessado por todo o time”, explica.

O cuidado, segundo ele, é não deixar que ganho de escala vire perda de nuance.

“A tecnologia não está aí para padronizar. Está para dar mais contexto antes de cada decisão, para que a gente personalize mais, não menos. Continua sendo o sócio que decide se um comprador faz sentido e que negocia. A IA amplia a base de informação para essa decisão, não substitui o julgamento”, complementa.

Resultado prático de uma abordagem em construção

Prestes a completar um ano de operação, a Outlier já fechou duas transações esse ano e trabalha com a perspectiva de concluir mais dois ou três negócios até o fim do segundo semestre, ritmo que a casa credita em parte à forma como tem conseguido mapear e priorizar compradores com mais precisão desde o início de cada processo.

“A tecnologia amplia o que a gente enxerga do mercado. Mas quem fecha o deal continua sendo gente conversando com gente, com mais informação de qualidade na mão para saber com quem vale a pena conversar”, resume.

Compartilhe

Tudo sobre economia, negócios, inovação, carreiras e ESG em Santa Catarina.

Leia também