Temas como IA, integração de dados e automação passaram a ocupar espaço direto na agenda de CEOs, conselhos e lideranças empresariais. O tema esteve no centro de um encontro realizado em Florianópolis pela Webpeak, principal parceiro da Zoho no Brasil.
O evento marcou o início da aproximação da empresa com o ecossistema de negócios de Santa Catarina.
O comitê reuniu executivos e representantes de organizações como Grupo NSC, afiliado da Rede Globo em Santa Catarina; Lojas Koerich; Allos, uma das maiores administradoras de shopping centers do país; Zoho; HostGator; ACATE; e Sebrae.
Apesar das diferenças entre os setores representados, as discussões apontaram para um desafio comum às empresas catarinenses: transformar dados dispersos em inteligência capaz de gerar crescimento sustentável, eficiência operacional e vantagem competitiva.
Na prática, muitas organizações já investiram em sistemas, plataformas de atendimento, CRM, automação e ferramentas digitais.
O problema, agora, deixou de ser o acesso à tecnologia e passou a ser a capacidade de integrar essas soluções em uma operação única, conectada e orientada por dados.
Segundo Marcos Custódio, CEO da Webpeak, houve uma mudança significativa na forma como a alta gestão avalia investimentos em tecnologia.
“No passado, ferramentas de CRM, automação e análise de dados eram frequentemente vistas pela alta gestão como custos de TI. Hoje, CEOs e diretores entendem que esses investimentos são pilares estratégicos para a sobrevivência e o crescimento das organizações”.
Um dos pontos centrais do debate foi a construção de uma visão única do cliente. Em mercados cada vez mais competitivos, empresas precisam conectar dados de diferentes canais, áreas e pontos de contato para compreender comportamentos, antecipar demandas e oferecer experiências mais relevantes ao longo da jornada de consumo.
Outro tema em destaque foi o avanço da inteligência artificial nas operações corporativas. Para Marcos, a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio pontual e passou a ocupar uma camada mais estratégica dentro das empresas.
“A inteligência artificial está deixando de ser apenas um chat para se tornar uma camada estratégica dentro das empresas. Hoje, ela já é capaz de gerar campanhas, criar segmentações inteligentes, identificar oportunidades e produzir insights de forma autônoma, ampliando a produtividade das equipes e acelerando a tomada de decisão”.
O movimento também reforça uma mudança de mentalidade no ambiente empresarial. Mais do que adotar novas ferramentas, as companhias precisam rever processos, integrar áreas e criar estruturas capazes de transformar informação em ação.
Para o executivo, a próxima geração de empresas líderes será definida menos pelo volume de investimentos em tecnologia e mais pela capacidade de utilizar dados, automação e inteligência artificial para tomar decisões melhores, reduzir ineficiências e criar novas oportunidades de crescimento.
“Empresas competitivas serão aquelas que conseguirem transformar dados em conhecimento e conhecimento em execução. A tecnologia, sozinha, não resolve. O diferencial está em conectar estratégia, operação e inteligência de negócio”, conclui.